Na postagem anterior foi explicado sobre o câncer da tireoide e os tipos de tratamento. O tratamento cirúrgico acompanhado do procedimento de esvaziamento cervical pode resultar em alguns cuidados especiais.
1. Podem acontecer algumas consequências em decorrência de uma lesão nervosa como por exemplo, no nervo acessório, gerando dor e inabilidade funcional do ombro, limitação de movimento, alteração e/ou perda de forma do membro superior do mesmo lado da cirurgia; lesão do nervo mandibular marginal, nervo vago ou nervo frênico.
2.
A drenagem linfática é muito importante, pois, ocorre o edema facial em decorrência do comprometimento do retorno venoso após o esvaziamento cervical. O edema no pós operatório de cabeça e pescoço e consequência
da obstrução linfática e venosa devido a secção de seus vasos no transcurso da
cirurgia, ou da compressão mecânica produzida por hematomas. O edema torna-se localizado e organizado, propiciando então
o aparecimento de tecido fibroso, que tende a encolher, podendo levar também a
formação de aderências. Este processo pode ser agravado quando o paciente é
submetido à radioterapia. Se houver o esvaziamento ganglionar o linfedema
poderá desaparecer.
3.
Cicatriz: Todo procedimento cirúrgico deixa como herança uma cicatriz. Se houver o esvaziamento cervical, a cicatriz é maior. Para a maior parte das pessoas, a cicatriz parece um problema estético, porém ela é considerada o efeito iceberg do corpo humano. O que vemos por fora é o menor dos problemas, por dentro da cicatriz ocorre um emaranhado no tecido conjuntivo que pode causar problemas musculares e alterações estruturais às regiões mais próximas no corpo e também em locais distantes. Se a cirurgia for associada ao esvaziamento cervical, maior
será a cicatriz.
4.
Alteração da sensibilidade: após a cirurgia é normal ter alguns locais com redução da sensibilidade. Alguns pacientes ficam preocupados com isto, mas é algo bem normal de acontecer. Na fisioterapia são utilizadas técnicas para testar e para adequar a sensibilidade do local cirúrgico e de regiões próximas que também podem ter sido comprometidas, ou seja, é também uma reabilitação das sensações.
5.
Consulta prévia com o fisioterapeuta: é ideal que o paciente faça uma visita ao fisioterapeuta especialista na área de cabeça e pescoço para avaliar o segmento antes da manipulação cirúrgica. Esta visita tem como intuito avaliar a mobilidade cervical, a resistência e flexibilidade dos músculo do pescoço e do membro superior, avaliar assimetrias e instabilidades.




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