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domingo, 24 de abril de 2016

Você sofre com dor no pescoço?

Se você abriu esta matéria, é porque muito provavelmente você sente dor no pescoço, mas saiba que você não está sozinho! 

A dor cervical é a queixa mais comum em 70% dos indivíduos em algum momento da vida, tende a ser persistente e recorrente em 60% das pessoas após o primeiro episódio e tem efeito substancial na qualidade de vida dos indivíduos. Os hábitos de vida moderno, muito contribuem para a dor nesta região, pois cada vez é mais constante o uso de notebooks, netbooks e celulares no nosso dia a dia e também no trabalho.As grandes pesquisas em reabilitação dentro do campo da fisioterapia, apontam evidências para associação de abordagens em benefício da dor cervical e a terapia manual associada ao exercício físico específico à coluna cervical são excelentes técnicas, sendo o exercício o elemento fundamental para a combinação de qualquer tratamento. No entanto, acredito fielmente que o tratamento de maior eficácia seja a união do que se tem provado na ciência juntamente com as mudanças nos hábitos de vida.

Existe uma área de estudo muito importante chamada de ergonomia, que é o entendimento das interações entre os seres humanos e outros elementos ou sistemas a fim de otimizar o bem estar humano. Medidas ergonômicas são aplicadas desde um simples gesto de segurar o celular para ler uma mensagem, até a modificação do ambiente de trabalho e da disposição dos móveis e acessórios em nossa casa.

(a) Se você precisa usar o smartphone, a tela do aparelho deve estar alinhado na altura dos seus olhos, o pescoço deve estar alinhado com toda a sua coluna e os ombros relaxados.

Afinal, de nada adianta frequentar a fisioterapia, ter o melhor tratamento em relação as necessidades corporais, tomar medicamento (se necessário), visitar muitos profissionais da área de saúde, se você não se dispor a mudar os seus hábitos. Conhece aquele ditado "a mudança começa dentro de você?" Nem sei se ele realmente existe :D , mas o querer mudar para melhorar já é o princípio de um bom começo.

Costumo dizer aos meus pacientes "se você não modificar os seus hábitos, eu só poderei te ajudar em 50% do seu tratamento", pois a fisioterapia depende não somente da competência do terapeuta, mas do acordo entre terapeuta-paciente e se os as instruções dadas pelo fisio estão realmente sendo seguidas.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Pilates nas Cervicalgias



A dor cervical é a queixa mais comum em 70% dos indivíduos em algum momento da vida e tem efeito substancial na qualidade de vida dos indivíduos. O seu tipo mais comum é originado pela desordem musculoesquelética e é necessário habilidade e conhecimento para alcançar resultados positivos em sua intervenção.
Estatisticamente, a dor cervical perde apenas para a dor lombar e há bastante conhecimento sobre a atuação do método pilates nas lombalgias mecânicas, pois tanto em pesquisas quanto na prática clínica, são observados resultados positivos na restauração da função, trabalho neuromuscular global e local e consequentemente a redução ou ausência de dor.
Indivíduos na fase aguda da cervicalgia, geralmente são encaminhados pelo médico para a fisioterapia e reeducação postural global, e existe pouco informação sobre o quanto o pilates pode beneficiar estes indivíduos.
O método clássico auxilia os casos de cervicalgia mecânica porque o trabalho iniciado pelo powerhouse favorece todo o corpo, inclusive a cervical. No entanto, para os indivíduos com cervicalgia é necessária adequação do método, o pilates terapêutico, que se trata de uma excelente ferramenta para melhora da coordenação, força, propriocepção, estabilização, mobilidade e alívio da dor. O pilates terapêutico para as cervicalgias deve contemplar a reconstrução de padrões motores nas regiões craniocervical, cervical, torácica e dos membros superiores.
Praticamente todos os nossos gestos voluntários tem como ponto de partida os movimentos da cabeça e o olhar, desde que haja integridade do sistema visual. Por isto, existe um detalhe de extrema importância nesta aplicação do método pilates, que é associar a visão como fator primordial e precedente ao movimento na execução dos exercícios do pilates. Pilates é um excelente método para as pessoas que sofrem de dor na coluna, seja no segmento lombar ou cervical, o mais importante é procurar um profissional habilitado para trabalhar nos casos de reabilitação.


Rebeca Sodré é fisioterapeuta,  idealizadora dos cursos Pilates nas Cervicalgias e Standing Pilates, pela Active Pilates Brasil.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Como vai a sua coluna cervical?

foto de arquivo pessoal


A cabeça deve ter a capacidade de realizar movimentos extensos, detalhados e às vezes muito rápidos. Esses movimentos permitem o posicionamento preciso dos olhos e a capacidade de responder a um grande número de mudanças posturais que resultam da estimulação do sistema vestibular.

A coluna cervical deve formar uma curva lordótica, que se desenvolve secundária à resposta de uma postura vertical, que ocorre inicialmente quando a criança aos 3 ou 4 meses, começa a levantar a cabeça e os olhos para permanecer orientada para frente e fornecer um mecanismo de absorção de choque para opor-se a força de compressão axial produzida pelo peso da cabeça.

A redução da curva cervical devido a lesão ou postura resulta em mais peso sustentado pelos corpos vertebrais e pelos discos intervertebrais, ao passo que um aumento na lordose aumenta a carga compressiva nas articulações zigoapofisárias e nos elementos posteriores.

Uma dentre muitas das alterações provenientes da curvatura da cervical tem relação com a articulação temporomandibular. A retificação da cervical pode desencadear a diminuição da abertura da boca, enquanto que a hiperlordose pode gerar o aumento da abertura da boca.


A ilustração acima representa duas imagens da coluna cervical. Vamos analisar apenas as curvaturas deste segmento e observar que a primeira ilustração trata-se de uma cervical contendo uma curva caracterizada como lordose, ou seja, dentro da normalidade. A segunda imagem é representada por uma cervical sem curvatura, ou o que chamamos de retificação da cervical.  Lembrando da primeira frase do terceiro parágrafo “A redução da curva cervical resulta em mais peso sustentado pelos corpos vertebrais e pelos discos intervertebrais”. Com esta modificação biomecânica, outros segmentos da coluna ou do crânio podem ser alterados.

Referências bibliográficas:
Duton, M. - Fisioterapia ortopédica
Tenreiro, M; Santos, R. - Terapia manual  nas disfunções da ATM
Siqueira, J; Teixeira, M. - Dores orofaciais - diagnóstico e tratamento.